A formação dos gestores escolares no estado de São Paulo: alguns apontamentos

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dc.creator Militão, Andréia Nunes
dc.date 2014-10
dc.date.accessioned 2016-02-16T20:20:52Z
dc.identifier http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/300 es_ES
dc.identifier.uri http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/300
dc.description O presente trabalho objetiva apresentar e discutir o modelo de gestão escolar que vem sendo implementado nas escolas públicas do Estado de São Paulo, detendo-se na análise das políticas de formação dos gestores durante o governo de Geraldo Alckmin (PSDB), ainda em curso. Nossa hipótese é que o atual governo vem colocando em ação, de forma concomitante, diferentes programas com foco na formação dos gestores escolares (diretor, vice-diretor, coordenador pedagógico), de forma a responsabilizá-los pelos resultados das avaliações externas. Neste sentido, essas ações somam-se às tradicionais políticas de formação docente, centrando nos trabalhadores as responsabilidades ou “peso” pela melhoria da qualidade da educação. Com o intuito de identificar o conceito de gestão escolar que embasa a legislação do Estado de São Paulo, optamos pelo uso da pesquisa documental. Em levantamento realizado por meio de documentos e informativos da própria SEE/SP buscamos informações sobre os projetos, programas e orientações que embasam o trabalho dos gestores escolares. A consulta inicial ao site da SEE/SP sinaliza para a mudança em torno das políticas de formação, que desloca o foco da formação continuada de professores para priorizar a formação dos gestores. Nesse contexto, temos o programa de formação da SEE/SP, intitulado “Programa Melhor Gestão, Melhor Aprendizagem”, que integra programa mais amplo, lançado em 2011, denominado “Educação - compromisso de São Paulo”, que se configura como um “guarda-chuva” que abarca todas as ações do governo para melhoria do ensino, mais como marca do governo do que propriamente como um conjunto de ações articuladas sob uma mesma fundamentação. Depreende-se que o referido programa carrega limitações, pois se constitui em mais um curso ofertado na modalidade semipresencial, com carga horária reduzida de 60 horas, somado ao fato de não estar clara qual a diferença que apresenta em relação aos outros cursos e programas implementados pela própria SEE nos últimos anos. A apresentação do programa se assemelha mais a uma “peça de marketing” do que a uma descrição da importância da formação como algo permanente. Portanto, as últimas medidas educacionais tomadas pelo governador estão diretamente aportadas nessa perspectiva. Assim, não têm sido incomuns a publicização das medidas adotadas pelo atual governo. Para corroborar nosso entendimento sobre a atual política de formação da SEE/SP, expomos a seguir alguns dos documentos elaborados para a formação de gestores e professores nos últimos anos. Localizamos na página da secretaria informações sobre o curso “MBA Gestão Empreendedora”, realizado em parceria entre a SEE/SP e FIESP/SESI-SP e Universidade Federal Fluminense, oferecido na modalidade semipresencial destinado a diretores e vice-diretores das escolas estaduais. Denota-se que há um reforço na separação do aspecto pedagógico e o aspecto administrativo, característico da administração geral (privada), sem considerar as especificidades pedagógicas da escola, que não seriam mais responsabilidade dos diretores. Ao analisarmos os programas de formação de gestores e de professores do Estado de São Paulo, torna-se importante destacar que a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” (EFAP), responsável por esta formação, mantém diversas parcerias com instituições públicas e privadas, que segundo texto do site são “dedicadas ao fomento à educação”. Um curso que nos chamou a atenção, em especial, foi o curso Master em Gestão Escolar, que traz entre seus objetivos: “obter os melhores resultados na gestão de uma escola, universidade ou rede de ensino”. Embora não haja muitos detalhes no site, o curso é oferecido por instituição privada, uma vez que coloca que há um concurso de bolsas. Outro curso elencado pela SEE/SP, ofertado na modalidade de pós-graduação lato sensu com total de 390 horas sendo a maior parte organizada em ambiente virtual e seis encontros presenciais, é o Gestão para o Sucesso Escolar, promovido pela Escola de Formação de Professores e da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP) e Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo (COGSP). Embora seja acompanhado pela Fundação Lemann, o curso foi elaborado e certificado pela Universidade Anhembi-Morumbi. Encontramos ainda no site informações sobre o Programa de Capacitação a Distância para Gestores Escolares (PROGESTÃO), ofertado em parceria entre secretarias estaduais e municipais de educação e o CONSED, mas que em versões anteriores teve apoio da Fundação FORD, da Universidad Nacional de Educación a Distancia - UNED e da Fundação Roberto Marinho, destinando-se a “capacitação de lideranças escolares”. Denota-se, dessa forma, que a SEE/SP tem privilegiado a formação dos gestores escolares, utilizando-se para tanto de vários instrumentos: cursos de pós-graduação em parceria com universidades públicas e privadas, videoconferências, reuniões de capacitação nas DEs, e elaboração de materiais específicos para os gestores, sendo o maior exemplo os Cadernos dos Gestores. A pesquisa documental indicou ainda que a gestão escolar tem sido norteada a partir de dois programas: Plano de Ação Participativo para Escolas (PAP), parte integrante do Programa Educação - Compromisso de São Paulo e do Prêmio Gestão Escolar (PGE), organizado pelo CONSED em parceria com as SEE´s de diversos estados. A percepção de um movimento de um deslocamento da centralidade da formação continuada de professores para a formação continuada de gestores é reforçada pelo documento do PAP (2012). Os documentos avaliados até o presente indicam que o grande volume de cursos direcionados aos gestores editados pelo governo paulista colocam a gestão num lugar reverencial. Podemos localizar postura semelhante entre as décadas de 1980 e 1990 que responsabilizava os docentes pelas mazelas educacionais e como solução indicava-se cursos de “treinamento” e “capacitação”. Agora, tornou-se lugar comum atribuí-las aos gestores escolares, o que, por um lado, retira a responsabilidade da gestão educacional em debater as políticas públicas educacionais de forma mais ampla, por outro, coloca a gestão localizada apenas no âmbito da escola, anunciada com um papel redentor, como tem sido recorrente no estado de São Paulo. Pelo exposto, entendemos que as constantes edições de novos projetos destinados à formação de gestores e professores têm se traduzido em velhas práticas. es_ES
dc.description Fil: Militão, Andréia Nunes. Universidad Estatal Paulista "Júlio de Mesquita Filho"; Brasil es_ES
dc.format application/pdf es_ES
dc.language por es_ES
dc.publisher Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales. (NEES) es_ES
dc.relation 978-950-658-358-3 es_ES
dc.rights http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/ar/ es_ES
dc.rights info:eu-repo/semantics/openAccess es_ES
dc.subject Educación es_ES
dc.subject Enseñanza de la educación es_ES
dc.subject Gestión educacional es_ES
dc.subject Política educativa es_ES
dc.subject Brasil es_ES
dc.subject Formación de docentes es_ES
dc.subject São Paulo, es_ES
dc.subject Políticas públicas es_ES
dc.subject Siglo XX-Segunda mitad es_ES
dc.subject Siglo XXI-Primera mitad es_ES
dc.title A formação dos gestores escolares no estado de São Paulo: alguns apontamentos es_ES
dc.type info:eu-repo/semantics/article en_EN
dc.type info:ar-repo/semantics/artículo es_ES
dc.type info:eu-repo/semantics/acceptedVersion en_EN


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